
O conceito de fachada consiste no “equipamento expressivo de tipo padronizado, empregue intencional ou inconscientemente pelo indivíduo durante o seu desempenho.”
Em primeiro lugar temos o “quadro”, o qual inclui o mobiliário, a decoração, a disposição física e outros aspectos do pano de fundo, que constituem o cenário e os alicerces do palco para desenrolar a acção. Como partes da fachada pessoal temos a profissão ou a categoria profissional, o sexo, a idade e raça, as dimensões físicas e a atitude, a maneira de falar, as expressões faciais, os movimentos do corpo, etc.
Podemos ainda dividir estes estímulos em “aparência” e o “modo”, segundo a função desempenhada pela informação a que determinados estímulos dizem respeito. A “aparência” comunica-nos o estatuto social do actor, diz-nos se está a desempenhar alguma actividade social formal, se está a trabalhar ou na práctica de uma acção recreativa informal. O “modo” informa-nos do papel que o actor conta desempenhar na acção que se avizinha, por exemplo, um modo arrogante induz à liderança do discurso, ou um modo humilde, aquele em se prepara para seguir o que os outros lhe dizem. Neste enquadramento é esperado que exista uma coerência entre o “quadro”, a “aparência” e o “modo”.

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